GRUPO 5
CasaHumanizada
Todos os programas de moradia num lugar só — com atendimento humano
Bianca
Giovanna
Estefane
Prof. Heitor · Customer Discovery — Defesa de Projetos Inovadores
Setembro de 2026 · Administração · 8º Semestre (VG)
Prof. Renato Rosa
Cerrado Tech · Unifacc
O problema (a dor)
- Só o programa Casa Cuiabana recebeu 83.991 inscrições em 2025 — a demanda por moradia é imensa aqui do lado.
- Existem programas federais, estaduais e municipais, mas a informação está espalhada e muda com frequência.
- A jornada é fragmentada: cadastro e triagem → documentos físicos → análise e seleção → acompanhamento de prazos.
- A família não sabe se tem direito, quais documentos levar nem em que etapa está — e corre o risco de perder prazos.
- Informação confusa abre espaço para golpes envolvendo "inscrição" em programas habitacionais.
83.991 cadastros no Casa Cuiabana em 2025 (Prefeitura de Cuiabá) ·
6,2 milhões de domicílios em déficit habitacional no Brasil,
52,2% por aluguel pesado demais (FJP, 2022).
Fonte: Prefeitura de Cuiabá (2025) · Fundação João Pinheiro (2024)
A ideia
O CasaHumanizada é uma plataforma digital que centraliza os programas de moradia e torna a jornada do cidadão simples, clara e humanizada — do cadastro à entrega das chaves.
Tudo num lugar só
Programas habitacionais reunidos, com requisitos em linguagem simples e fonte oficial de cada informação.
"Tenho direito?"
Teste rápido de elegibilidade, que roda no celular sem enviar dados, e checklist de documentos.
Status, prazos e avisos
Linha do tempo do cadastro com etapas, prazos e notificações — e opção de falar com uma pessoa.
Diferencial: Digital e humano: reduz o ônus administrativo sem transferir o trabalho para quem tem menos recursos.
Hipótese
Muitas famílias que teriam direito a um programa habitacional não chegam a se inscrever, perdem prazos ou desistem no meio — não por falta de programas, mas por falta de informação clara, excesso de burocracia e atendimento pouco humanizado (o chamado ônus administrativo).
O formulário de campo (20 perguntas, escala 1–5)
- Bloco 1: Moradia e necessidade.
- Bloco 2: Informação sobre os programas.
- Bloco 3: Cadastro, atendimento e acompanhamento.
- Bloco 4: O app CasaHumanizada.
A hipótese existe para ser testada: se os dados mostrarem o contrário, isso é um resultado, não um erro.
Dados reais
83.991inscrições no Casa Cuiabana (jul–set/2025)
Prefeitura de Cuiabá
6,2 midomicílios em déficit habitacional (2022)
Fundação João Pinheiro
52,2%do déficit é ônus excessivo com aluguel
Fundação João Pinheiro
5,9 minova estimativa do déficit (divulgada em 2025)
FJP / Câmara dos Deputados
1,9 mi+unidades do MCMV contratadas desde 2023
Ministério das Cidades
65%dos internautas acessam só pelo celular (2025)
TIC Domicílios 2025
Leitura dos dados
- A fila é enorme aqui do lado. Só o Casa Cuiabana recebeu 83.991 inscrições em dois meses de 2025, e o 1º sorteio selecionou 1.000 famílias (500 titulares + 500 reserva). A maioria vai esperar — e precisa saber, com clareza, em que etapa está e quais prazos não pode perder.
- O problema é aluguel caro. Mais da metade do déficit não é falta de teto, é aluguel que consome a renda — o público do CasaHumanizada paga aluguel e não sabe se tem direito a algo.
- Há programa, falta caminho. O MCMV cresceu muito desde 2023, mas o acesso passa por CadÚnico, faixas de renda, documentos e prefeitura — cada etapa é um custo para a família.
- Informação fragmentada abre espaço para golpe. Programas federais, estaduais e municipais em sites diferentes geram confusão; um canal único e confiável protege o cidadão.
- Digital sem humano exclui. 65% dos usuários acessam a internet só pelo celular (TIC 2025), muitos com pouco letramento digital — o app precisa de linguagem simples e opção de atendimento humano.
- Acompanhar reduz ansiedade e retorno ao balcão. Saber em que etapa está o processo evita idas repetidas ao órgão público.
Referencial científico I
Artigos peer-reviewed (2021–2026) · metadados OpenAlex · 14 no total em Pesquisa-Dados.md
1. Forcel et al. (2026). Housing deficit and census microdata: methodological framework, challenges, and perspectives.
Cadernos Metrópole.
DOI: 10.1590/2236-9996.2026-6571161-en ·
1 citação
Discute o método de cálculo do déficit habitacional com microdados do Censo, baseado na metodologia da Fundação João Pinheiro, com ganhos de transparência e detalhamento territorial.
2. Euclydes et al. (2022). O processo de política pública do “Minha Casa, Minha Vida”: criação, desenvolvimento e extinção.
Revista de Sociologia e Política.
DOI: 10.1590/1678-98732230e020 ·
3 citações
Analisa o processo da política pública do MCMV (criação em 2009, consolidação e extinção em 2021), com fases, modalidades e faixas de renda ao longo de quatro mandatos.
3. Marca et al. (2026). Economic, environmental, and spatial impacts of Brazil's Minha Casa Minha Vida program.
Land Use Policy.
DOI: 10.1016/j.landusepol.2026.108081 ·
1 citação
Com diferenças-em-diferenças e econometria espacial (2005–2019), estima que municípios com o PMCMV tiveram PIB per capita ~7,7% maior e salários formais ~5,6% maiores, com efeito anticíclico na recessão de 2014–2016.
4. Bandeira & Reyes (2021). Programa Minha Casa Minha Vida (2012-2016): análise da eficiência relativa dos municípios brasileiros na execução de programas federais.
Revista de Administração Pública.
DOI: 10.1590/0034-761220190341 ·
2 citações
Avalia a eficiência relativa dos municípios brasileiros na execução do MCMV (2012–2016) e os fatores que afetam essa eficiência.
Referencial científico II
Artigos peer-reviewed (2021–2026) · metadados OpenAlex · 14 no total em Pesquisa-Dados.md
5. Wittmann et al. (2021). O Programa Minha Casa Minha Vida sob a Perspectiva dos Beneficiários e Agente Operacional.
Desenvolvimento em Questão.
DOI: 10.21527/2237-6453.2021.55.10215 ·
2 citações
Com 144 questionários com famílias beneficiárias em Santa Maria/RS e entrevista com o agente operacional, mede a satisfação com o MCMV para orientar a gestão pública.
6. Vieira et al. (2021). FINANCIAL WELL-BEING OF THE BENEFICIARIES OF THE MINHA CASA MINHA VIDA PROGRAM: PERCEPTION AND ANTECEDENTS.
RAM. Revista de Administração Mackenzie.
DOI: 10.1590/1678-6971/eramg210115 ·
18 citações
Mede o bem-estar financeiro de beneficiários do MCMV com a escala do CFPB e testa o letramento financeiro como antecedente do bem-estar.
7. Villa et al. (2022). Lack of adaptability in Brazilian social housing: impacts on residents.
Buildings and Cities.
DOI: 10.5334/bc.180 ·
33 citações
Com 162 moradores e dois estudos de caso, mostra que a habitação social padronizada ignora as necessidades que mudam ao longo do tempo e gera custos para os moradores.
8. Stefani (2021). Building Mistrust: ‘Minha Casa Minha Vida’ and its Political Effects in Rio de Janeiro.
Bulletin of Latin American Research.
DOI: 10.1111/blar.13261 ·
20 citações
Investiga como o MCMV, somado a conjunturas locais, piorou condições de vida de muitos moradores e aumentou a segregação socioespacial no Rio de Janeiro, gerando desconfiança política.
Referencial científico III
Artigos peer-reviewed (2021–2026) · metadados OpenAlex · 14 no total em Pesquisa-Dados.md
9. Bækgaard & Tankink (2021). Administrative Burden: Untangling a Bowl of Conceptual Spaghetti.
Perspectives on Public Management and Governance.
DOI: 10.1093/ppmgov/gvab027 ·
139 citações
Organiza o conceito de ônus administrativo, separando o que o Estado faz (regras, exigências) do que o cidadão experimenta (custos de aprendizagem, conformidade e psicológicos).
10. Madsen et al. (2021). The accidental caseworker – How digital self-service influences citizens' administrative burden.
Government Information Quarterly.
DOI: 10.1016/j.giq.2021.101653 ·
135 citações
Estuda a autoatendimento digital obrigatório em serviços sociais complexos: o cidadão vira um "assistente social acidental", assumindo tarefas antes feitas pelo servidor.
11. Peeters (2022). Digital Administrative Burdens: An Agenda for Analyzing the Citizen Experience of Digital Bureaucratic Encounters.
Perspectives on Public Management and Governance.
DOI: 10.1093/ppmgov/gvac024 ·
68 citações
Propõe agenda de pesquisa sobre ônus administrativo digital: decisões automatizadas, interações digitais e uso de dados podem criar novos custos ao cidadão.
12. Aiken et al. (2023). Administrative Burdens in Emergency Rental Assistance Programs.
RSF The Russell Sage Foundation Journal of the Social Sciences.
DOI: 10.7758/rsf.2023.9.5.05 ·
36 citações
Com pesquisas nacionais com mais de 200 programas de auxílio-aluguel emergencial nos EUA, analisa os ônus administrativos e os desafios particulares da habitação (engajar inquilinos e proprietários).
Como a pesquisa embasa a ideia
- Só em Cuiabá, 83.991 famílias se inscreveram no Casa Cuiabana em 2025 (Prefeitura de Cuiabá) — a demanda está aqui do lado.
- O déficit habitacional é de 6,2 milhões de domicílios, e 52,2% dele é aluguel pesado demais (FJP, 2022).
- O MCMV já contratou mais de 1,9 milhão de unidades desde 2023 — programa existe; o gargalo é o acesso.
- Quem tem direito fica de fora por ônus administrativo: aprender, comprovar, esperar (Bækgaard & Tankink, 2021).
- Digital sem apoio transforma o cidadão em assistente social de si mesmo (Madsen et al., 2021) — por isso o CasaHumanizada é digital e humano.
- O desenho do processo define quem consegue o benefício habitacional (Aiken et al., 2023).
- Habitação social gera desenvolvimento local: +7,7% de PIB per capita nos municípios do MCMV (Marca et al., 2026).
Lacunas e cuidados
Lacunas da pesquisa
- O número de unidades contratadas do MCMV muda mês a mês; conferir no Ministério das Cidades na véspera da defesa
[verificar].
- O app não substitui o cadastro oficial (CadÚnico, Caixa, prefeitura): ele informa, organiza e encaminha — deixar claro para não parecer golpe.
- Não achamos estudo brasileiro sobre ônus administrativo específico do MCMV — lacuna que a pesquisa de campo explora.
- Dados de renda e benefícios são sensíveis (LGPD): o teste "tenho direito?" deve rodar no aparelho, sem enviar dados.
Cuidados de campo e LGPD
- Amostra de 15–20 respostas: exploratória, não representativa.
- Perfil marcado por observação; na dúvida, "Não sei estimar".
- Nunca perguntar renda, raça ou dados que identifiquem a pessoa.
- Falas vão para o áudio com o código G5-<nnn>, não para o formulário.
- No MVP, os dados ficam só no celular do usuário (localStorage).
Pitch de 30 segundos
"Você paga um aluguel que pesa no bolso e já ouviu falar de programa de moradia, mas não sabe se tem direito, que documentos levar nem onde se inscrever? O CasaHumanizada reúne todos os programas num lugar só, faz um teste rápido pra você saber se se encaixa, organiza os documentos e mostra em que etapa está o seu processo — com gente de verdade pra ajudar quando precisar. Moradia é direito; o caminho até ela tem que ser simples."
Grupo 5
Bianca
Giovanna
Estefane
Obrigado!
Customer Discovery na Prática · CasaHumanizada · Prof. Heitor · Cerrado Tech · Unifacc · 2026